ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO DESEJA SABER SPOILERS, NÃO LEIA ESSA POSTAGEM!
E, domingo há muito tempo, LOST finalmente terminou.
Nota: esse post foi escrito na semana em que terminou e revisado e publicado hoje
Terminou como um filme enorme: depois de um especial de recapitulação de 2 horas veio o episódio final, intitulado simplesmente The End, com 2 horas e meia (porque foram retirados 20 minutos, que estarão nos extras do DVD, a ser lançado em agosto).
Como já havia sido adiantado pelos produtores da série, muitos mistérios ficaram sem solução. Não foram explicados os números e Walt simplesmente não apareceu, por exemplo. Algumas pessoas queriam explicações maiores sobre o que seria a ilha e porque havia tanta coisa misteriosa nela (como javalis e ursos polares) e ficaram a ver navios. Ou caravelas, melhor dizendo.
Mas, apesar disso, o episódio foi bom. Nos contou o que era a “realidade alternativa”, que, na verdade, deveria se chamar “mundo dos mortos”, pois acontece apenas depois que todos os personagens morrem (é dito, inclusive, que a morte pode ter acontecido antes da de Jack como pode ter sido depois de muito tempo, como, suponho, seja o caso de Hurley e Ben). Nos contou que fim levou todos os sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Airlines (e todos os personagens principais – a maioria mortos durante o seriado). E apareceram todos os nossos queridos e amados personagens: Jack, Sawyer, Kate, Locke, Falso Locke, Sayid, Juliet, Charlie, Desmond, Hurley, Jin, Sun, Lapidusm Claire, Miles, Faraday, Penny, etc... Até o Bernard, a Rose e o Vincent apareceram!
Um episódio com muita emoção com os flashbacks dentro dos flash-sideways, relembrando os principais acontecimentos na ilha: o nascimento de Aaron, os momentos de Jin e Sun juntos, os momentos entre Hurley e Libby (este nos episódios anteriores), Charlie e Claire, etc...
Enfim, foi um episódio que ficou à altura da grande maioria dos demais episódios. Tem falhas, assim como todo o resto da série, mas estas falhas, tanto do episódio como da série, não destroem toda a importância, seja do episódio para a série, seja da série para a televisão: levou, como é visto raras vezes, entretenimento de qualidade para a TV, com suspense, drama, comédia, ação, aventura... Com tudo o que a série se propôs a ser quando estreou, há mais de 6 anos atrás.
Quem acompanhou e entendeu o final saiu, em geral, satisfeito.
Óbvio que teve aqueles que não entenderam...
Li um cara que dizia que a “realidade alternativa” começou depois que a Juliet explodiu a bomba de hidrogênio no final da 5º temporada... Não! NÃO! NÃO!!!
E há aqueles que queriam entender mais do que é possível...
Queriam saber o que era a ilha exatamente... Não sabemos nem o que é o nosso mundo exatamente!
Enfim, um final digno de LOST, que nos deixa na expectativa dos extras do DVD. Um já vazou e, na minha opinião, é muito bom, respondendo algumas das perguntas da primeira temporada mas, pra varias, nos deixando mais curiosos com o restante da história. Em outubro, conheceremos os demais. Depois, LOST finalmente acaba de vez! O que, ao mesmo tempo, é bom e ruim.
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29 de janeiro de 2009
Pré-LOST
Acho que a grande maioria dos visitantes deste blog sabem o que é LOST. Alguns até se lembrarão dos enigmas dos quais falei aqui no blog em dois posts (aqui e aqui). E, se você é de outro planeta, só clicar aqui pra saber o que é a série de TV mais comentada do século (até agora).
Pois bem, mas você já soube quais as referências de LOST? Este é um dos livros que serviu de referência para a série:
#9 - O Senhor Das Moscas - William Golding
Um dos principais livros que deram origem a LOST
A história desse livro, de 1954, parte de uma premissa simples e razoavelmente comum: pessoas numa ilha deserta. Porém, o autor inova ao colocar um grupo de crianças de um colégio interno sozinhas numa ilha, mostrando como elas tentam levar a vida quando são donas de si próprias.
Assim como LOST, o livro explora bastante o psicológico das personagens, não abordando nenhum personagem de maneira superficial, o que contribui para criar um excelente clima de suspense, que por vezes descamba para a ação, por vezes tende para o terror psicológico.
LOST "rouba" desse livro vários fatores: o modelo básico da história (pessoas caem numa ilha e se vêem obrigadas a sobreviver, com richas, divisões e preconceitos), a abordagem psicológica das personagens (em ambos os casos, diferentes personalidades convivem, pacificamente e/ou não, na ilha) e a densidade na maneira de contar a história (não são objetivos).
Porém, o livro se sobressai a LOST em alguns pontos: o autor explora muito bem o psicológico das ações, principalmente das que levam a mortes de alguns personagens; e o livro não demora tanto para chegar ao final, além de não conter paranormalidades.
É um livro excelente e, junto com O Apanhador No Campo de Centeio e A Revolução Dos Bichos é tido como um clássico do pós-guerra e seu autor. Seu autor, William Golding, ganhou o Nobel de LIteratura em 1983. Nota: 8,8.
O livro pode ser encontrado para download clicando aqui (em .pdf, pode ser baixado por programa que usa rede ED2K (eMule, por exemplo) ou diretamente pelo site).
Pois bem, mas você já soube quais as referências de LOST? Este é um dos livros que serviu de referência para a série:
#9 - O Senhor Das Moscas - William Golding
Um dos principais livros que deram origem a LOST
A história desse livro, de 1954, parte de uma premissa simples e razoavelmente comum: pessoas numa ilha deserta. Porém, o autor inova ao colocar um grupo de crianças de um colégio interno sozinhas numa ilha, mostrando como elas tentam levar a vida quando são donas de si próprias.
Assim como LOST, o livro explora bastante o psicológico das personagens, não abordando nenhum personagem de maneira superficial, o que contribui para criar um excelente clima de suspense, que por vezes descamba para a ação, por vezes tende para o terror psicológico.
LOST "rouba" desse livro vários fatores: o modelo básico da história (pessoas caem numa ilha e se vêem obrigadas a sobreviver, com richas, divisões e preconceitos), a abordagem psicológica das personagens (em ambos os casos, diferentes personalidades convivem, pacificamente e/ou não, na ilha) e a densidade na maneira de contar a história (não são objetivos).
Porém, o livro se sobressai a LOST em alguns pontos: o autor explora muito bem o psicológico das ações, principalmente das que levam a mortes de alguns personagens; e o livro não demora tanto para chegar ao final, além de não conter paranormalidades.
É um livro excelente e, junto com O Apanhador No Campo de Centeio e A Revolução Dos Bichos é tido como um clássico do pós-guerra e seu autor. Seu autor, William Golding, ganhou o Nobel de LIteratura em 1983. Nota: 8,8.
O livro pode ser encontrado para download clicando aqui (em .pdf, pode ser baixado por programa que usa rede ED2K (eMule, por exemplo) ou diretamente pelo site).
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