10 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2008: Os 12 Atos Do Ano (1 de 5)

Damos início hoje à série de 5 posts que compõem a Retrospectiva 2008. Neste, farei um balanço, bastante pessoal, do ano passado, dividindo-o em 12 "atos", um para cada mês.

Janeiro: pessoalmente é bem melhor!
O mês de férias foi basicamente o mês de conhecimentos: teve o Anime Dreams nas proximidades do aniversário de São Paulo e lá conheci pessoalmente muitas pessoas legais que conheci através da internet (especialmente Vina e Fer Chan), graças ao anime Hunter X Hunter. No mesmo mês, ainda saí bastante: teve o show do Jorge Ben Jor, o Fórum Social Mundial e as andanças na 25 com a Beth.

Fevereiro: beber até cair!
Eu comecei o mês do ano que menos tem dias numa viagem a Caraguatatuba, com Max, Mina, Renée e agregados. Nem preciso dizer: o Carnaval inteiro foi passado bebendo! E, quando o mês estava terminando, houve repeteco, mas dessa vez aqui na minha própria cidade mesmo: os 5 dias da semana de recepção aos bixos foram regados a muito álcool e festas. 

Março: de volta às salas de aula!
Se no final de fevereiro temos felicidade sobrando, no início de março é o oposto: as aulas recomeçam e com elas vêm o stress. Nesse caso, nem tanto por causa das matérias, mas por causa de problemas de matrícula: foi matéria que não deveria cair caindo, matéria que não deveria ser trancada o sendo... Enfim, um desastre que me custou o primeiro semestre de 2010.

Abril: virada!
Abril foi um mês razoavelmente pacato, tanto que ficamos o mês inteiro sendo bombardeados pelo caso Isabela, enquanto esperávamos no trânsito, que bateu recórdes. Mas, se você fosse a pé, a coisa estava tranquila. Tranquila como a Virada Cultural, que aconteceu no último final de semana do mês e que bateu recórdes de público e de organização. Valeu a pena virar.

Maio: protestantes, boleiros e bixonas!
No mês das noivas, ninguém casou, mas tivemos a semana do saco cheio extra: estava previsto para acontecer o V Congresso da USP, mas, por falhas de organização (não liberaram os funcionários para participarem), e por birra dos estudantes, o Congresso não aconteceu, ao contrário da ponte que não passa nem ônibus nem bicicleta. E, enquanto ele não acontecia, foi a vez de virar na casa da Beth, vendo o Timão chegar à final da Copa do Brasil, poucos dias depois de passar o domingo na Paulista, durante a Parada Gay, com o Max.

Junho: fim, parte 1!
Meteorologia Física II7,4
Introdução à Estatística I6,9
EDP7,8

E chegava o primeiro dos dois meses mais complicados do ano: o mês de junho, cheio de provas. E, enquanto eu fechava as matérias, eu vi o Corinthians fechar a Copa do Brasil em segundo, perdendo a final para o Sport, enquanto iniciava arrasadoramente a Série B do Campeonato Brasileiro. Como esse é um post sobre as coisas que aconteceram durante o ano, eu não vou comentar um monte de coisa.

Julho: hospedagem!
Durante o meio do mês das férias, a minha casa ficou hospedando o Gui e o Bugs, para que, junto com Vina, Poney, Bia, Malk, Simone, eu e vários outros, pudéssemos ir ao Anime Friends. Eles chegaram no dia 10 e foram embora no dia 23, e durante esse tempo aproveitei para lhes mostrar a cidade: conheceram a Galeria do Rock, o Ibirapuera e até presenciaram uma briga minha no cinema, enquanto assistíamos o filme do Batman.

Agosto: primeiro!
Nesse mês, todas as atenções estiveram voltadas à China: a Olímpiada foi lá e o Brasil ganhou 3 ouros: o primeiro na natação, o primeiro do atletismo feminino, e o primeiro do volei feminino; Michael Phelps foi o primeiro a ganhar 8 ouros na mesma olimpíada e a China foi a primeira no quadro de medalhas, quebrando hegemonia dos EUA. Também aconteceu o meu primeiro Congresso de Meteorologia, que foi decepcionante, e a Bienal do Livro, sempre boa.

Setembro: piazada!
No dia em que os ataques ao World Trade Center completaram 7 anos, era semana do saco cheio na faculdade e eu estava em Curitiba, junto com o Poney, porque era aniversário do Vina. E foi lá, nesse dia, a terceira vez no ano que eu fiquei bêbado, muito bêbado, a ponto de dar PT.

Outubro: 2.0
No último dia do mês no qual ocorreram várias surpresas nas eleições municipais, como a vitória de Kassab em São Paulo, o Gabeira no 2º turno no Rio e a grande visitação dos eleitores de Ferraz e Contagem ao blog, eu e o blog chegamos à versão 2.0: eu completei 20 anos e, de presente, o blog ganhou uma nova cara, um novo template, muito mais bonito que o anterior. No mês das bruxas, também houve a greve dos policiais civis, que entraram em confronto com os policiais militares, graças ao pouco caso do governador de São Paulo, José Serra.

Novembro: show!
O mês de novembro foi show: Obama entrou para a história como o primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos e, no dia 8, se apresentaram em São Paulo o Kaiser Chiefs e o Offspring, no Planeta Terra, entre outros. Estávamos, Cuxiú e eu, lá, e foi unanimidade: os shows foram muito bons! E teve também o show de incompetência em Santa Catarina, onde centenas morreram nas chuvas que atingiram a região.

Dezembro: fim, parte 2!
Meteorologia Dinâmica I5,2
Meteorologia Por Satélite8,7
Agrometeorologia7,7
Física 39,0

Mais um final de semestre, e este foi arrasador: foram duas semanas sem conseguir manter uma conversa decente com qualquer pessoa por causa das provas. Mas, no final, tudo deu certo, e eu passei em tudo, comemorando com uma boa pinga produzida pela USP em Piracicaba, além de conseguir ver quase todos os meus amigos que moram perto (Max, Mancha, Nerd, Beth e Poney) antes do final do ano.

6 de janeiro de 2009

Série de Desventuras [2]

Desventuras Em Série é o nome de um conjunto de 13 livros escritos por Lemony Snicket. Você já viu um resumo do que achei sobre o primeiro livro da série neste blog, agora é a vez de, seis meses depois, conferir se vale a pena ou não ler os outros 12 livros escritos por Lemony Snicket.

#8 - Desventuras Em Série - Lemony Snicket
Os 13 livros escritos por um personagem: Lemony Snicket

Antes de mais nada, algo precisa ser dito: 13 livros é uma quantidade demais de livros! Isso faz com que a coleção fique muito longa, gaste-se muito dinheiro e/ou tempo!

Porém, mesmo essa enorme quantidade de livros que a série tem não a torna ruim: o autor mantém suas características ao longo de todos os 13 livros, que tem 13 capítulos cada (e um extra no 13º livro). Tudo meticulosamente combinado com as tragédias que se amontoam sobre a vida dos órfãos Baudelaire, a maioria causada pelo Conde Olaf.

O autor deixa algumas lacunas importantes no final, não revelando o paradeiro de vários personagens, apesar de personagens menores na trama obterem bastante destaque com relação ao que acontece com eles.

Ao longo dos livros, razoavelmente previsíveis e, principalmente o terceiro, o quarto e o quinto, são bastante previsíveis, enquanto após o oitavo livro a série tem uma reviravolta. O que eu achei mais interessante é que personagens que parecem passageiros voltam conforme a narrativa continua!

O melhor livro da série é o penúltimo, enquanto o quinto e o sétimo livros são os piores. Abaixo, a nota de cada um dos livros da série, que, ao todo, ganha uma nota 8,1.

Livro 1: Mau Começo - Nota: 8,3
Livro 2: Sala Dos Répteis - Nota: 8,0
Livro 3: O Lago Das Sanguessugas - Nota: 8,0
Livro 4: Serraria Baixo-Astral - Nota: 8,0
Livro 5: Inferno No Colégio Interno - Nota: 7,5
Livro 6: O Elevador Ersatz - Nota: 8,0
Livro 7: A Cidade Sinistra Dos Corvos - Nota: 7,5
Livro 8: O Hospital Hostil - Nota: 8,5
Livro 9: O Espetáculo Carnívoro - Nota: 8,5
Livro 10: O Escorregador De Gelo - Nota: 8,0
Livro 11: A Gruta Gorgônea - Nota: 8,0
Livro 12: O Penúltimo Perigo - Nota: 9,0
Livro 13: O Fim - Nota: 8,5

Um detalhe muito importante que não pode passar desapercebido é que a série contém mais que esses 13 livros: há, também, outros 7 livros complementares, como uma autobiografia do autor, mas a maioria não foi traduzida e publicada no Brasil.

Para baixar a série, basta clicar aqui (o link foi criado pelo pessoal deste blog e tem, inclusive, um dos livros extras).

4 de janeiro de 2009

Receita de Ano Novo

Continuando a tradição iniciada em 2006 e mantida em 2007 e em 2008, posto aqui um texto que não é de minha autoria, mas que tem tudo a ver com a mudança do ano que aparece em nossos calendários. Este ano, o texto é de Carlos Drummond De Andrade, um dos grandes poetas brasileiros da década de 30! E você, o que espera do novo ano?

Receita De Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo...

Não precisa fazer lista de boas
Intenções para arquivá-las
Na gaveta.

Não precisa chorar de arrependimento
Pelas besteiras consumadas nem
Parvamente acreditar que por decreto

Da esperança a partir de Janeiro
As coisas mudem e seja claridade,
Recompensa, justiça entre os homens

E as nações, liberdade com cheiro e
Gosto de pão matinal, direitos respeitados,
Começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça
Este nome, você, meu caro, tem de
Merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

Eu sei que não é fácil mas tente,
Experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
Cochila e espera desde sempre.

Um maravilhoso Ano Novo para você!

30 de dezembro de 2008

A lista de final de ano

Se você acompanha este blog há algum tempo, já sabe que o último post do ano é dedicado a uma lista. Se você é novo por aqui, agora já sabe.

Vou relembrá-los rapidamente: tal qual em 2005, em 2006 e em 2007, o último post do ano é dedicado a uma lista das pessoas com as quais aprendi algo no ano que passou. Não é uma lista das pessoas mais importante e não necessariamente o aprendizado é "do bem".

Este ano, esta é a lista:
Alessandra, Beth, Bianca, Bugs, Fagner, Fer Chan, Iara, Poney, Renato, Theo, Tio Raul, Vina, Vixus.

E como foi o seu 2008? Quem foi importante pra você? Quem te ensinou algo? Comenta!

Feliz ano novo para todos! 2009 virá com tudo!

25 de dezembro de 2008

Que presente (não) dar de Natal?

Entra ano, sai ano, e sempre tem aquela pessoa que você não sabe o que dar de Natal para ela. E, como a Lei de Murphy é universal, aplicando-se a tudo e a todos a toda hora, é sempre essa pessoa que você tirará no Amigo Secreto.

Baseando-se nisso, fiz esse post para te ajudar: se ao final dele você continuará sem saber o que dar de presente para a pessoa, pelo menos você saberá o que não dar para ela! E então, quais os 10 presentes que você não deve dar de Natal para uma pessoa?


Abridor de lata Barack Obama

Tudo bem que a Obama mania foi gigantesca, mas criarem um abridor de garrafa com a imagem do candidato já foi exagero, né? Além de tudo, aquele desenho é muito feio. Mas, vendo por um outro lado, é um bom presente para aquela pessoa que nunca abriu uma garrafa de refrigerante (que virgem!): com isso ela tem a sensação de poder tudo!
Caneca espremedora de ovos
Outro ítem daqueles que são super úteis na prática, mas que, por causa da cara do treco, é impossível de dar para uma pessoa. Imagine uma caneca que vc coloca o ovo e saem só as gemas ou só as claras? Acha que isso não existe? Mentira, existe! Porém, a pessoa que fez isso teve a brilhante idéia de fazer em forma de caneca com uma face: as claras saem pela boca e as gemas pelo nariz! Que nojo, né!?!?


Dançarina USB

Pensando bem, esse é um presente que pode ser dado para aquele seu amigo nerd punheteiro de plantão: uma dançarina de poste USB. Basta conectá-la ao computador e lá estará ela, dançando. Em compensação, ela aparentemente não tem mobilidade nenhuma, ou seja, além de ser um presente escroto, é muito malfeito.
Colar "I'm Not Gay, I Just Like Rainbows"
Acho que todos nós temos amigos que gostam de arco-íris. Alguns deles são gays, outros não são. E os que não gostam de pessoas do mesmo sexo são, invariavelmente, chamados de homossexuais, já que o arco-íris é o símbolo do movimento GLBT. Então, qual a solução? Criaram um colar com o seguinte dizer: "Não sou gay, apenas gosto de arco-íris!" para os heteros que gostam do fotometeoro mais famoso que existe poderem divulgar seu gosto por aí! Mas... Será que alguém usaria isso?
Banco de esperma
Este é um presente que algumas pessoas até gostariam, se quisesse dizer um lugar onde vc vai e pega esperma para engravidar uma mulher. Porém, dessa vez é ao pé da letra: dê um cofrinho em forma de esperma para o seu filho! Resta saber se também há cofrinhos em forma de camisinha, para proteger o seu suado dinheiro, né?
Mini Guitar Hero
Vai viajar no Ano Novo? Dê para seu filho um mini Guitar Hero, para ele ficar tocando as músicas favoritas dele no joguinho! Como se houvesse mais do que uma música no aparelho da foto ao lado. Este é um bom presente de Inimigo Secreto (quando você dá algo pra tirar sarro da pessoa), e só: dar praquele seu amigo baixinho (né, Bugs?) brincar. Acho que é impossível alguém se divertir com essa Guitar Hero versão pigmeu.
USB Dog

Outra invenção USB estranha: desta vez você poderá conectar um cachorro no seu computador! Porém, o que é de mais estranhar nesse acessório é que, quando conectado ao computador, parece que o pobre animalzinho está fazendo coisas pervas! Outro porém é o tamanho do USB: muito grande, pode ter impossibilitações físicas de conectar.
Árvore Mágica

Muitas pessoas gostariam de ganhar árvores mágicas. Mas é difícil encontrar quem queira uma árvore que, depois que você coloca água, se transforma num Papai Noel! O treco parece muito feio e, se você pensar bem, dá até medo só pensar nisso... Imagine durmir com uma árvore na sala e acordar com um velho barbudo com um saco enorme (além dele ser filho da puta, como me contaram os Garotos Podres). Veja, abaixo, fotos de como funciona o processo:


Calendário 2009

Calma, caro leitor. Não estou lhe dizendo para não dar um calendário do ano que vem para seus amigos e parentes (pelo contrário, quem quiser me dar calendário, eu aceito de bom grado!) Porém, tenha cuidado com o tema do calendário. Um dos temas que uma pessoa normal não gostaria de receber (eu na verdade pouco me importo com isso) é um calendário com imagens de cocô. Doze meses de incríveis fotos de cocôs bonitinhos (se é que isso é possível!). Inclui fotos especiais de Natal, primavera e de dia dos namorados!

E, pra terminar, o melhor de todos:

Bottom: 2009 já é uma merda!

Todos esses "presentes" foram encontrados no site stupid.com (eu esqueci de escrever isso na hora, me desculpem.)

*editado dia 26/12 às 01:32

22 de dezembro de 2008

Festival Planeta Terra 2008 [2]

Você já viu aqui como foram os 3 primeiros shows do Festival Planeta Terra 2008. Agora, vamos aos outros três shows que assiti:

The Offspring
O Offspring é um quarteto americano que fez muito sucesso na década de 90, mas que não conseguiu seguir o mesmo ritmo conforme os anos passavam. Porém, mesmo assim, o show deles continua poderoso: cheio de hits antigos e músicas novas que, se não apresentam novidade no repertório da banda, também não o piora. O público e a banda estavam animados, apesar dos problemas de som que atingiram principalmente o vocal, e o show foi muito bom!


Bloc Party
A banda inglesa que tem nos vocais um negro homossexual foi a penúltima banda a tocar no Planeta Terra. Tinham como meta apagar a má impressão causada na primeira vez que estiveram em São Paulo, quando fizeram (mal) playback no VMB. Conseguiram? Não, e a culpa nem foi do som baixo. O show deles é fraco com ou sem playback, não conseguindo animar nem o maior fã da banda!

Kaiser Chiefs
A principal banda do festival começou seu show à 1 e meia da madrugada com o hit Everyday I Love Less And Less (cada dia eu te amo menos, em português). Mas, apesar de todos estarem cantando junto com a banda, o que se via era o contrário: a cada minuto que se passava todos ali se amavam mais e mais. O vocalista Ricky Wilson estava super animado, e quase se jogou na platéia já na primeira música (foi segurado por um segurança). Na segunda música fez o mesmo, e repetiu várias vezes durante o show. Ele tentou falar algumas frases em português (principalmente chamar o tecladista, que teve amidalite alguns dias antes, de herói), mas era um português muito ruim e o som também estava baixo, mas mesmo assim, foi o melhor show do festival: banda e público animado tocando e cantando músicas muito boas! Nota 10!!!

20 de dezembro de 2008

Festival Planeta Terra 2008

Continuando a pagar posts atrasados, desta vez comentarei o Festival Planeta Terra, que aconteceu na Villa dos Galpões, aqui em São Paulo, no segundo final de semana de novembro.

Organização
A organização do festivou beirou o impecável: o local era bem amplo e os locais dos palcos foram bem escolhidos. Nos deram um porta-bituca meio estranho (foto abaixo) na entrada, além de um panfleto com toda as informações sobre o festival, que foi um festival limpo, que compensou o carbono emitido pela plantação de árvores.


Uma das melhores idéias da organização foi colocar uma planta que exalava um cheiro muito forte (e razoavelmente agradável) no chão próximo aos banheiros, que, aliás, estavam até que limpos e em grande quantidade, o que é bem raro. O horário dos shows também mostrou-se ótimo, apesar do pouco tempo que cada show teve. Enfim, 10 para a organização! Que se repita ano que vem.

Vanguart
Este foi o segundo show do Vanguart que eu vi (o primeiro foi na Virada Cultural, para quem não se lembra), e a banda cuiabana, que tem boas músicas, dessa vez não me agradou muito. Parte da culpa foi o horário do show, que começou pontualmente as 17:30: ainda era dia e eu ainda não estava animado. Porém a banda também não estava empolgada, e aí não há o que se fazer.

Mallu Magalhães
Ainda com o dia claro (o show começou as 7 da noite) a pequena cantora de 16 anos subiu ao palco. Tocou somente músicas próprias, o que já fez o show ser melhor que o da Virada Cultural. Porém, suas músicas são fracas, ela ainda não tem presença de palco e a banda parecia mais um conjunto de humoristas do que qualquer outra coisa (tinha até um senhor lá que não tocava nada, apenas ficava fazendo pose de gostosão). Quem sabe daqui uns 10 anos isso melhora, não?

The Jesus And Mary Chain
A primeira banda internacional a subir ao palco foi a mais antiga de todas: a dos irmãos Reid. Eu não conheço muito bem a banda, apenas baixei um CD pouco antes do Festival, e fiquei sabendo que os shows deles, antigamente, eram bem conturbados, com som muito alto e com dois irmãos porra-loucas no palco. Dessa vez não foi: todos estavam bem comportados e o som estava até baixo demais. As músicas deles são bem legais, algumas são lindas. Mas um pouco mais de presença de palco faria bem. Apesar disso, foi um bom show de abertura para o Offspring.

No próximo post, terminarei de contar como foi o Festival Planeta Terra, até lá!

17 de dezembro de 2008

Virada Cultural 2008 [5]

Café tomado, hora de continuar o passeio pelo centro embalado pela boa música.

Porém, antes se faz necessário relembrar um fato esquecido no primeiro post da Virada Cultural: o que estava tocando na Sede da Prefeitura quando eu passei por lá em direção ao Palco São João, vindo do Páteo do Colégio? Talvez a única vertente da música que ainda não foi citada por aqui: música clássica! Era a Orquestra Sinfônica Municipal se apresentando, de graça, no lindo prédio que é a Sede da Prefeitura de São Paulo. Nem preciso dizer que foi lindo, né?

Voltando à nossa sequência cronológica de fatos: do café, rumamos ao Palco São João. O dia já havia nascido, e O Teatro Mágico se apresentou ali. O show foi inferior ao show deles na Virada Cultural de 2007. Talvez por não ser novidade, talvez pelo cansaço da banda, talvez por estar lotado demais, talvez por outro motivo. Mas o halo que se formou durante o show deles foi lindo.

Logo após, no Palco Das Meninas, o Overcoming Trio se apresentou. O grupo, que tocou, mal, algumas covers de folk, é formado pelo Zé Mazzei, do Forgotten Boys, Hélio Flanders, do Vanguart e pela Mallu Magalhães, que foi a justificativa para eles tocarem no palco mais vazio de toda a Virada.

Terminado o show do trio, e na correria, rumamos de volta para o Palco São João. Era hora de fumar um ao som de Marcelo D2! No show, foram tocadas músicas de sua carreira solo e de sua época no Planet Hemp. O show provou que as do Planet Hemp, além de serem melhores em estúdio, também são melhores ao vivo. E duvido que alguém não tenha jogado fumaça pro alto nesse show.

O show do rapper terminou as 13 horas, e então uma pausa para o almoço se fez necessária: todos (eu, Max, Renée, Cuxiú e Vanessa) estavam cansados e ainda teríamos mais três shows pela frente, todos no Palco Rock República.

Chegamos a esse palco, e o show do Arnaldo Antunes, a grande paixão da Renée, já havia começado. Suas músicas beiram a MPB e eu mal prestei atenção no show: estava quase dormindo e cansado.

Depois dele e de uma aproximação melhor ao palco, foi a vez da segunda paixão da Renée subir ao palco: Lobão (não é a primeira porque ele é feio demais, segundo ela mesma). Esse carioca, um dos melhores músicos do Brasil, tocou as principais músicas de sua carreira, animando bastante o público e fazendo o segundo melhor show da Virada Cultural.

Depois de seu show, e com nós mais próximos ainda do palco, foi a vez do Ultraje A Rigor, com cerca de 45 minutos de atraso e com o som do Roger, o vocal, bem baixo, subir ao palco e tocar sucessos que vão desde Nós Vamos Invadir Sua Praia a Inútil, passando por Filha Da Puta e Nada A Declarar, todas tocadas para um público mais do que animado e que fizeram deste o melhor show da Virada Cultural!!!

Agora, é esperar. Em 2009, tem mais Virada Cultural, e, pelo terceiro ano consecutivo, vai ser foda!

15 de dezembro de 2008

Virada Cultural 2008 [4]

E finalmente, com mais de seis meses de atraso, é chegada a hora de contar como foi a Virada Cultural 2008. Foram mais de 24 horas de shows que aconteceram por toda a cidade, concentrados no centro velho da cidade (Sé, Anhangabaú, República, etc...) Este post é dedicado às 12 primeiras horas do evento que, para mim, começou por volta das 20 horas do sábado, 26 de abril, e durou até por volta das mesmas 20 horas, porém, do domingo. Vamos aos shows:

Saí de casa sábado rumo ao Páteo do Colégio, onde foi montado o Palco Festivais Independentes. Chegando lá, me deparo com a banda Luísa Mandou Um Beijo tocando para várias outras pessoas que aguardavam o show do Vanguart, além dos próprios fãs da banda, ainda pouco conhecida, talvez por não fazer músicas, nem show, que animem muito.

Pouco depois de terminado o show que começou a minha Virada Cultural, foi a vez dos cuiabanos do Vanguart subirem ao palco: animados, tanto a banda, que tem boas músicas e presença de palco que até elimina a perda de qualidade sonora causada pela voz pouco provida de qualidade sonora do vocal, como o público, proporcionaram um dos melhores shows das 12 primeiras horas do evento.

Terminou o show, e, como num grande festival, era hora de ir correndo para outro palco. O problema foi se perder um pouco lá no centro (o que teve lados bons, pois as pistas montadas no entorno da Praça da Sé estavam razoavelmente legais), e, consequentemente, perder o início do show da Gal Costa no Palco São João. Show mediano, daqueles que ficam pouco na memória. Ela tem músicas boas, mas não fazem exatamente o meu estilo.

Continuando o passeio pelo centro, e na falta de um show em específico para acompanhar, rumei para a Canja Rock-Blues, onde tocavam Alex Valenzi, Caio Durazzo, Leandro Negri e MC Coy, fazendo um show com clássicos do rock dos anos 50 e 60. Muito bom!

O local do palco da Canja Rock Blues foi no mesmo local onde o Garotos Podres tocou em 2007, ou seja, perto da Praça da República. E era nessa praça, atrás das obras da Linha 4 do Metrô, que estava montado o Palco Rock República, onde, em plena 1 da manhã, o ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di'Anno, começou seu show. Pena que não pude acompanhar seu show por completo: estava cansado e precisei sair de lá para comer. Pelo menos até a parte que acompanhei, o show estava bom.

Voltei à praça e, ainda cansado, acompanhei sentado o show do Andreas Kisser, ex-membro do Sepultura, com convidados. Aquele tipo de metal não é o tipo de metal que eu gosto, mas estar no meio de metaleiros e não se empolgar é impossível, e eu terminei o show pulando que nem eles.

Pulando e correndo para o Palco São João acompanhar o final do show dos Mutantes. Infelizmente só pude ver duas músicas: estava bastante lotado e demorei um tempo para conseguir um bom lugar, e, obviamente, Mutantes nunca será a mesma coisa sem a Rita Lee. Poxa, Rita, volta!!

A seguir, mais por obrigação do que por gosto, rumei para o palco Baile de Bambas, pois tinha uma amiga que queria ver o show do Falamansa. Nem preciso dizer que não gostei, né?

O Sol já estava nascendo e, enquanto rumávamos para um barzinho para tomar um bom café da manhã que nos desse fôlego para acompanhar os demais shows da Virada, passamos pelo Palco Das Meninas. A música nos parou: ficamos lá vendo a Aline Muniz, que é bem bonita, a ponto dessa ressalva se fazer necessária, tocar umas quatro ou cinco músicas, num outro ponto alto da Virada Cultural.

Em seguida, já depois do Sol nascer, próximo das 7 horas da manhã, nos dirigimos, eu, Max e Renée, os meus companheiros nessa aventura, ao nosso café... O dia, que já havia começado a um bom tempo, só estava começando.

12 de dezembro de 2008

A última! A última! A última!!!!

Finalmente... Depois de quatro meses, finalmente chegou a última prova!!!

É de agrometeorologia, a mesma matéria que, ontem, proporcionou o melhor dia do semestre: a viagem à ESALQ, em Piracicaba, onde o bandejão é bom e não parece bandejão (pode até repetir!!!), onde vende-se a Pinga da USP (USPinga ou PingUSP?) e onde é o maior campus da USP!

A prova hoje começa as 15hrs. Acredito que, por volta das 16 horas, eu já esteja de férias. Aí, é só comemorar!!! Afinal, a pinga já foi comprada ontem. \o\

Férias, aí vou eu!!!!