24 de janeiro de 2007

Retrospectiva 2006 (3 de 5): As 10 Melhores Músicas

Vamos agora eleger as 10 melhores músicas de 2006! No geral, uma música é de 2006 quando: a) teve seu single lançado em 2006 ou b) o CD foi lançado em 2006. Nem sempre ambos são verdadeiros: há músicas de CDs de 2005, mas que foram singles em 2006, então também poderiam entrar nessa lista. Quando o assunto é “melhores”, obviamente é um “melhor” no sentido pessoas, ou seja, o que eu mais gosto.

Durante o ano, selecionei 16 melhores músicas, para, somente agora, fazer a lista final. Essa lista de 16 músicas inclui: 5 Mentiras (Forgotten Boys); Anormal (Pato Fu); Cash Machine (Hard-Fi); Don’t Listen to The Radio (The Vines); Here It Goes Again (OK Go); I Bet You Look Good On The Dancefloor (do Arctic Monkeys); I See You, You See Me (The Magic Number); Lospi Gospel (Los Pirata); Modern Way (Kaiser Chiefs); Original Fire (Audioslave); Steady As She Goes (The Raconteurs); Walk Away (Franz Ferdinand); Worldwide Suicide (Pearl Jam); You Know My Name (Chris Cornell); You Only Live Once (The Strokes).

O critério, por vezes, inclui a música, a letra, o clipe e até alguma possível performance ao vivo. Agora, vamos ao que interessa:

10 – Forgotten Boys – 5 Mentiras
Começando a lista com uma banda nacional que também apareceu nos melhores de 2005, com outra música do mesmo CD (Just Done, em 4º). As guitarras mais uma vez provam que são o forte do Forgotten Boys, banda indie paulistana que faz um rock com muitas influências dos anos 60, mas a bateria e o baixo não ficam para trás.
Destaque: guitarras.

9 – The Strokes – You Only Live Once
Essa banda californiana, com baterista brasileiro, mostrou, em seu 3º CD (First Impressions Of Earth), que veio para ficar! Uma das melhores músicas do CD é essa, que foi single no ano passado, e que até chega a comentar uma coisa importante da vida: ela é só uma, o que faremos com ela? Mas, tal qual a nossa posição anterior, as guitarras ficam a frente, junto com Julian Csablancas, o vocalista, que imprime à música um tom excelente.
Destaque: afinação entre guitarras e vocal.

8 – Kaiser Chiefs – Modern Way
Os ingleses do Kaiser Chiefs estão, pelo segundo ano consecutivo, no nosso ranking. Dessa vez com uma música que gruda menos na cabeça, mas que, mesmo assim, ainda gruda, principalmente pela qualidade sonora. Nessa crítica à sociedade moderna (“esse é o jeito moderno: falsidade todos os dias”), a banda prova que não é um grupo de apenas um hit (mesmo porque esse é o terceiro!), e que não faz músicas apenas sobre garotas. Palmas pra eles!
Destaque: batida.

7 – Audioslave – Original Fire
Mais uma banda que aparece aqui pela segunda vez. Dessa vez, pelo 3º CD: Revelations. Essa música é mais fraca que as dos CDs anteriores (tanto que, no ano anterior, a banda ficou no pódio), mas ainda assim é uma das melhores do ano, provando a superioridade que o Audioslave tem sobre as bandas atuais em geral. Essa é uma música mais rock’n’roll, mais chicletenta (um refrão de uma frase só), e de batida mais simples. É um “tum tum tum” forte que dá vontade de pular a música inteira. Por isso está aqui!
Destaque: “tum tum tum tum tum”.

6 – The Magic Numbers – I See You, You See Me
Assim como em Love’s A Game, que ficou em 7º no ranking feito ano passado, o forte do The Magic Numbers é a letra meiga de suas músicas. Uma letra bonita, que emociona quase qualquer pessoa. O ritmo, perfeito para elas, as torna ainda mais especiais, ainda mais quando leva-se em conta a sintonia existente entre os dois vocalistas, que, tanto nas partes em que fazem dueto, como nas partes em que cantam sós, conseguem ressaltar a beleza da letra. Não deixa de ser balada, mas, por esses e outros motivos, é uma balada que não cansa, não é chata.
Destaque: perfeito encaixe entre letra, melodia e vocais.

5 – Pato Fu – Anormal
O Pato Fu, prova que não é necessário uma banda ser nova para fazer um som atual, original, e muito bom! No último CD, de 2005, o Pato Fu continuou com alguns experimentalismo, fazendo, em algumas músicas, um rock bem forte e, em outras, algumas baladas simples, além de algumas músicas que misturam ambos os casos. Não é o caso de Anormal: uma balada simples, com pequenas mudanças de ritmo, com direito a “uuuuuu”s e “aaaaaa”s. Mas os 15 anos da banda provam que eles tem experiência e calibre para fazer uma balada não cansativa, e que foge dos temas do tipo atualmente cantados por algumas bandas de gosto duvidoso. Aliás, essa é a melhor música em português de 2006! Muitas palmas para ela!
Destaque: os belos vocais e sons de Fernanda Takai.

4 – Los Pirata – Lospi Gospel
Em 2006 foi lançado o 2º CD da banda paulista que faz uma mistura de português e espanhol nas letras de suas músicas, engraçadíssimas, por sinal. O som da banda é simples: um rock’n’roll com tendências latinas, o que é bem explicado nas irreverentes letras e postura do grupo, que, dizem, fazem o melhor show ao vivo dentre as bandas latinas, mas isso eu ainda não pude conferir. Essa música dá vontade de dançar, sair abraçando os amigos, beijando as amigas, enfim, uma música muito legal, que dá ânimo para aqueles dias negros.
Destaque: “Elvis esta muerto, pero Jesus ressucitou!”

3 – Chris Cornell – You Know My Name
Em 2006, Chris Cornell, além de lançar o 3º CD do Audioslave (que tem uma música na 7º posição dessa lista) também encaminhou a sua carreira solo. Não lançou o 2º CD dela ainda (o primeiro foi lançado antes mesmo do Audioslave ser formado), mas já mostrou que será um ótimo CD por esta música, que fará parte do CD, e que também esteve na trilha sonora do último 007. Nessa música, nota-se um tom de suspense, que também aplica-se em como ela é cantada e na sua letra, bem 007. Infelizmente, a voz dele não é a mesma de 10 anos atrás, mas seu esforço, de certo modo, compensa, além de sua criatividade para as letras.
Destaque: o tom de suspense da música, gerado pelas guitarras e bateria, cuja “quebra” também é excelente.

2 – Pearl Jam – Worldwide Suicide
Muitos devem ter pensado que esta seria a melhor música do ano, por ser do Pearl Jam, mas, justamente por isso, ela não está no topo do ranking. E é justamente por isso que ela está tão bem colocada. É uma das melhores músicas do “abacatão”, lançado em maio, mas este CD é, em partes, inferior a outros da banda. A letra dessa música é excelente, abordando o suicídio tanto em sua forma bélica, como pelo aquecimento mundial, mas o som dela é inferior a quase tudo o que o Pearl Jam já fez. Eddie Vedder canta com toda vontade, mas sua voz não é a mesma de 10 anos atrás. A banda também se rendeu ao marketing, o que faz ela perder alguns pontos, pois fica de certo modo controverso. Mas, enfim, ainda é uma excelente música de uma excelente banda.
Destaque: a voz insandecida de Eddie Vedder no refrão.

1 – Franz Ferdinand – Walk Away
O que falar de uma banda que foi a única a aparecer em todos os “melhores do ano” feitos por este blog até agora? Em 2004, em 5º; em 2005, vice; e em 2006, veio o merecido primeiro lugar. Uma banda excelente, que discute quase tudo o que é possível discutir em suas músicas. Que faz sons variados. Que, em Walk Away, junta a bateria e a guitarra num som que leva o ouvinte a realmente pensar que ele está fugindo, apesar de que, liricamente, quem estar fugindo é a companheira. Mostra a gravidade do “problema”, faz analogias que se encaixam, não ficam soltas. E que, além de tudo isso, faz um showzaço de abertura, e um showzação solo, fechando a turnê, no auge da carreira, em frente aos meus olhos. Enfim, um primeiro lugar para uma das melhores músicas da banda que, em 2006, se consagrou, e foi, quase inconteste, a melhor banda do ano.
Destaque: musicalidade, letra, estilo, show, tudo.

3 comentários:

Rodrigo disse...

Mto boa sua retrospectiva...
também tenho um blog, q na verdade eh uma rádio... passa lah e ve o s vc acha
vlew
abraços




http://radiodois.blogspot.com/

Van disse...

concordo em tudo!

e franz ferdinand (L)
hahahahaa

bjoo

Nós, A Equipe disse...

Ótima sua rettospectiva como tbm suas escolhas..tenho que comentar uma delas...
Oh, yeah, eu tbm adoro o Franz Ferdinand...tudo é muito bem sacado em seu som e letras, mas o q realmente me chamou a atenção foi o magic numbers, que são ilustres desconhecidos neste mundinho meio pop em que vivemos onde a adrenalina tem que ser alta e o som rápido de ser consumido. Muito emocionante, que me deu até o simpático apelido de "cacto paraguaio" já q sempre fui conhecida por ser durona mas frente à algo tão delicadamente belo, fraquejei..
Bjs, Edward...

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